terça-feira, setembro 04, 2007

Máquina de Escrever Quebrada.

A garrafa de vodca vazia.
O som nostálgico da bossa nova torta do Nouvelle Vague.
Algo tão vago como o olhar das pessoas em um trem rumo a periferia as seis da tarde.
Desespero sempre tem seu papel fundamental no coração dilacerado de um jovem.
Mesmo quando o coração já está cansado demais até para se quebrar.
Quando os sentimentos ficam tão expostos que até o gosto da pra sentir na boca.
Ian disse, o amor vai nos quebrar novamente.
As vezes parece como um rio, agente pode conhecer, pode achar que sempre vai ser isso, mas quando colocamos o pé, agente percebe que o rio nunca é o mesmo.
Não existe um ciclo.
Da mesma forma que o ciclo não tem começo ou fim, o rio não tem ciclo.
E o Amor também não tem.
Nem que seja todos os dias de sua vida, cada amor é um único e você nunca irá vive-lo novamente.
Talvez seja isso que nos leve aos porões boêmicos dessa capital.
Em busca do ar viciado de vida falsa.
A batida afeta o cérebro e a alma.
O pico é a busca pelo novo.
É querer tudo e nada.
É do nada esperar tudo.
E do tudo fazer nada.
Nadar em tudo que é água
Tudo que é ar fazer água.
Fatalidades.
Como uma Charlotte em catarse ou um Drew em euforia.
Viciado na poeira sagrada que resta no final da noite.
Satisfeito com a insignificância que representamos ao todo.
Conformados com a situação do mundo, e nada empolgados em mudar.
A garrafa de vodca continua vazia.
O som se apaga.
A mente voa.
O coração afunda.
Uma segunda feira nunca foi tão azul.
Em pensar que falávamos de sonhos.
Aonde estamos?
Um sorriso de canto denuncia que a dança salva?
Você dançaria comigo?
Uma História Sem Fim.
Com o começo fatal do nascimento.
Nascimento de uma morte anunciada.
Seria este o meio?
Como você se sente?
Eu estou ótimo

Um comentário:

Katy disse...

Ta muito legal seu blog!
o/

Gostei dos seus escrivinhados
;)

bjs