1. Arcade Fire - "Funeral"
2. Radiohead - "In Rainbows"
3. PJ Harvey - "Stories From the City, Stories From the Sea"
4. The Strokes - "Is This It"
5. Blur - "Think Tank"
6. Arcade Fire - "Neon Bible"
7. Radiohead - "Kid A"
8. Queens Of The Stone Age - "Songs For The Deaf"
9. Arctic Monkeys - "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not"
10. The Libertines - "Up The Bracket"
11. Yeah Yeah Yeahs - "Fever To Tell"
12. Interpol - "Turn On The Bright Lights"
13. The Shins - "Wincing The Night Away"
14. The Streets - "A Grand Don't Come For Free"
15. The Coral - "The Coral"
16. Jay-Z - "The Blueprint"
17. The Rapture - "Echoes"
18. Amy Winehouse - "Back To Black"
19. Johnny Cash - "Man Comes Around"
20. At The Drive In - "Relationship Of Command"
21. Grandaddy - "The Sophtware Slump"
22. Babyshambles - "Down In Albion"
23. Ryan Adams - "Gold"
24. Vampire Weekend - "Vampire Weekend"
25. Wilco - "Yankee Hotel Foxtrot"
Terça-feira, Novembro 17, 2009
Remix da Lista da NME
Terça-feira, Novembro 10, 2009
Juliet Naked
Juliet Naked. Um disco de um músico recluso. Imaginem o Salinger lançando um livro depois de anos e anos de reclusão em sua cabana nas montanhas? Ou imaginem que o Jeff Buckley não morreu, vive até hoje em uma pequena casa no leito do Rio Mississipi, e lança algum material do nada?
O imaginário de Hornby era puro declínio depois de Alta Fidelidade, a idade chegou e a energia se perdeu. Talvez ele tenha encontrado paz em meio as demônios e não precisava mais esvaziar a alma. Eu pedi a um amigo que escrevesse um blog. O cara detonou, foram alguns meses de textos de primeira. Ele se apaixonou e aquietou a alma. O blog? Puro lixo agora.
Hornby voltou em grande forma com esse novo livro. Livro? Do disco, do músico recluso, sobre o amor sem ser romântico, um quê de 500 dias com ela. Sobre o crescer e não achar sentido, não rumar em direção de algo. De envelhecer sem fazer memória de algo. De não viver um grande amor, ou de não achar um grande amor. De tantas outras coisas. O livro é foda. Essas frases desconexas dizem mais do que um texto estruturado.
Uma volta ao blog? A volta do Hornby a boa literatura?
E essas pessoas? Surpreendendo sempre da forma mais inusitada. Estou com uma azia de matar e quero falar de outras coisas. Quero falar sobre 500 dias com ela, quero falar sobre outros livros e mais música. Me cobrem, não quero perder esse espaço.
Tem alguém aqui?
Aqui......
Aqui....
Aqui..
Aqui.
Ainda quero escrever sobre:
500 Dias Com Ela (Foda)
Planeta Terra (Meia Boca)
The Band
Minha Banda
Juliet Naked
A Fantástica Vida Breve De Oscar Wao
Quem dúvida que escreverei de tudo?
Terça-feira, Outubro 13, 2009
Adventuraland (2009)
Nunca liguei para esse diretor Greg Mottola. Superbad passou longe da minha estante de filmes. Cheguei nesse Adventureland com expectativas de ser apenas uma comédia adolescente simples e pequena. E não é verdade que me surpreendi? O filme é um retrato mais do que convincente de como um grupo de jovens lida com os anseios desencontrados no final da década de 80. O resgate da época é memorável.
Tudo se passa em 1987. Um garoto, feliz pela graduação, acredita que vai viajar e cursar a melhor faculdade do país. Ledo engano, o pai acabou de perder o emprego e redução de gastos. O moleque se vê preso nos subúrbios.
No desenrolar da história: além de toda a nostalgia deliciosa de reviver esse período intenso de nossas vidas, diversos valores ganham destaque. É cada detalhe compondo a caracterização de época. O relacionamento entre o protagonista e seu par é convincente e de cara criamos relação com as personagens. É honesto, problemas dos jovens, conflito com os pais, relacionamentos frustrados e sonho destruído. Tudo sincero e bem feito.
Único ponto extremamente negativo. De onde tiraram essa Kristen Stewart, a menina é uma porta. Enquanto temos talentos como Ellen Page, e acabamos tendo que aturar uma atriz bem fraca num papel importante do filme. Reparem que a garota passa a mão nos cabelos em todas as cenas, é uma espécie de tique nervoso. Que a garota ache sua arte em outro lugar. 
Sexta-feira, Setembro 25, 2009
Vai ser um puta show bacana.
A gente está tomando no cu para fazer esse som dar certo. Eu tava pensando em fazer esse show bêbado. Todos nós, beber umas antes, ouvindo Off The Wall do Michael. Até a hora de entrar no boteco sujo e tocar quase uma hora do que tentamos fazer de melhor. Acho que de qualquer forma vai ser foda.
A imagem tá uma merda. Vou arrumar uma melhor.
Segunda-feira, Setembro 21, 2009
Merda, muita merda. Queria não sonha com isso. Queria saber que não vai dar certo, mas no fundo eu não sei. Queria sumir esse gostinho da boca. Preciso urgente parar com essa merda toda. Que chutem meu rabo antes que eu sonhe demais com esse negócio de banda.
Ah, é foda, no band is that good anyway.
Não fala antes de saber, mas a verdade é, povinho burro, só gosta de obaobaê. E isso não é comigo.
Agenda lotada até 2010? E se eu tocar seu Chico? Tem espaço aí tio?
Imagina só: os quatro patetas descendo a Augusta, todo mundo indiferente. Olha a cara deles, o brilho idiota que antecede o fracasso. Os quatro voltando sozinhos pra casa. No meio de toda aquela gente tagarela. E olha ele de novo sem grana alguma. Todo fodido. O amor que temos pela banda é uma puta feia. Uma porra de uma cicatriz na mão. Ainda acreditamos em alguma coisa. Os quatro falando e andando sozinhos por aí. Acho que é falta de sossego pra ficar parado. Talvez melhor fosse ficar calados.
Sexta-feira, Setembro 18, 2009
se você pensa que pelas manhãs vou acordar e praticar uma caminhada, olhe antes minha cara de mau humor, e pense novamente. vou me afundar ainda mais na cama. tamanha a preguiça que me acompanha nesses dias. mas não pense que não vou queimar calorias, na cama, com minha garota, nenhum jogging supera.
será que é tão díficil assim fechar a boca?
eu juro que estou tentando. hoje acho que foi o melhor dia. espero que amanhã seja melhor ainda.
sentei durante horas com essa tela em branco na frente, esse tracinho preto piscando, e nenhuma palavra pulando na tela.
crise ou não, estou pensando em escrever um conto, sei lá, não sei se a minha coisa é ficar falando da minha vida.
uma coisa que eu fazia naturalmente bem quando criança era inventar histórias, completas, com trama, ritmo e tudo mais. e como tudo que temos de bom quando criança, foi podado. não pode fazer isso, não pode fazer aquilo. mas é questão de tempo, vou tentar.
Sexta-feira, Setembro 11, 2009
9 - 9 - 9 - Brincadeira dos Beatles
Fácil fácil isso muda em dez minutos.
1. Melhor disco: Revolver
2. Melhor música: “A Day in the Life”
3. Melhor música John: “A Day in the Life”
4. Melhor música Paul: “For No One”
5. Melhor música George: “Something”
6. Melhor música Ringo: “Don’t Pass Me By”
7. Melhor beatle: George
8. Melhor lado: O lado A do Revolver
9. Melhor capa: Abbey Road
10. Melhor cover: “You Really Got To Hold On Me”
11. Melhor cover da Motown: “You Really Got To Hold On Me”
12. Melhor cover deles por outros: “We Can Work It Out”, com o Stevie Wonder
13. Melhor cover deles pela Motown: “We Can Work It Out”, com o Stevie Wonder
14 Melhor filme: A Hard Day’s Night
15. Melhor bateria: “A Day in the Life”
16. Melhor baixo: “Something”
17. Melhor guitarra: “And Your Bird Can Sing”
18. Melhor vocal: “Oh! Darling”
19. Melhor cítara: “Within You Without You”
20. Melhor piano: “Sexy Sadie”
21. Melhor verso: “When I hold you in my arms, and I put my finger on your trigger”
22. Melhor disco solo: All Things Must Pass, do George
23. Melhor música solo: “Someplace Else”, do George
Parece que a brincadeira surgiu aqui: link
Já andei esse terminal inteiro umas três vezes. De ponta a ponta deve ter uns quinhentos metros. Já passei pela loja de revistas e pela cafeteria inúmeras vezes. Agora que me rendi ao tédio e sentei na cafeteria fiquei observando esse aeroporto imenso e como esse lugar é triste. Totalmente transitório, não guarda nenhuma peculiaridade.
Pedi um café sem gosto, mesmo odiando cafés, e pedi um cookie. Me fez lembrar os tempos lá nos Estados Unidos. Os aeroportos por lá são verdadeiros shoppings e nunca faltava o que fazer ou ver. Pelo menos dava pra se perder em livrarias imensas ou nas delis com os deliciosos baguels.
Não que sejam acolhedores, os aeroportos lá são tão impessoais quanto os daqui. Mas como tudo com o pessoal lá de cima, o dinheiro ameniza o sentimento de que seu tempo está sendo totalmente jogado fora.
O café acabou em três minutos e meio, e o biscoito não durou muito mais do que isso. Ainda me faltam três horas pro avião decolar. Tédio, tédio e tédio. A mensagem robótica sobre a gripe suína já virou um mantra.
Esqueci de citar que levei uma bronca danada por dormir feito um mendigo no banco do saguão. Estava uma delícia, apoiei a cabeça na pasta e a papelada e esse tijolo de notebook eram o mais perfeito dos travesseiros. Mas, nesse país, um trabalhador descansar não pode agora invadir a fazenda de roubar terras pode. É barbudo filha da puta, sua hora tá chegando.
I got my mind set on you! I got my mind set on you.
São quase 17h. Se o por do sol não cegasse meus olhos seria uma vista bonita.
Quarta-feira, Setembro 09, 2009
Hoje mandei muita gente à merda. Não cuspi na cara. Só desencanei de levar em consideração algumas pessoas. Tava andando quase parado na 9 de Julho e um motoqueiro trombou com o carro. Filhas da puta, ainda vão dominar as ruas. Algo como Mad Max, um futuro apocalíptico.
Eu odeio frescura, e essa porra de lugar tá cheia. Não chego a estar revoltado, mesmo porque nossa geração de merda não tem motivo pra se revoltar. Nascemos com a porra de um diploma no rabo e toda a luta já ganha por nossos pais.
Cartão de crédito, um demônio sem igual. Se não tomar cuidado ele te mata devagarinho. Eu tenho um puta medo. Assisti aquele a “A Onda”. O cinema tá melhorando. No ano já foram algumas pequenas joias.
O Lutador, Arraste-me Para o Inferno e A Onda são exemplos de filmes do caralho que passaram nas telas.
E as troianas? Quero ver do que se trata isso no teatro. Esse ano eu quase não fui ao teatro. Me afastei demais disso. Trauma, arrependimento, ou medo. Acho que o negócio é música mesmo. Mas o calendário de shows mundial é anda uma lástima. Queria mesmo ver o Neil Young, mas ele não deve vir não. Ou o Macca, quem sabe ano que vem?
Terça-feira, Setembro 08, 2009
Hoje caiu o mundo. Uma tempestade daquelas. Lavou a alma de muita gente. Eu matei o trabalho, estava em Osasco acompanhado um serviço, no horário do almoço deixei tudo meio engatilhado, e me mandei para casa, enfiei a cara na cama, em plena tarde. Eu era basicamente um rei. Que luxuria, de barriga pra cima em plena terça feira à tarde.
E o show na sexta passada? O lugar era um buraco. Tinha umas armas na parede, e o pessoal saiu de um bueiro qualquer para nos assistir. Isso foi ótimo! O show, pouco ligando, fazendo a música para nós mesmos. Dá até vontade de viver desse negócio de música. Até, porque, até onde eu sei é sobreviver, e eu prefiro viver desse negócio computação.
Vendido? Talvez. Alma lavada? Pela chuva dessa tarde. Vou voltar pro buraco, e fazer outro show qualquer dia desses. E aviso vocês.
Acho, veja bem, acho que vou voltar a escrever com mais freqüência por aqui. Por hora uma foto pseudo roque em roú estar.
Quarta-feira, Agosto 26, 2009
E se foram meus dias nos Estados Unidos. Minha opinião sobre eles mudou bastante. Se antes eu tinha um pouco de desprezo ou talvez inveja mesmo. Agora admiro e respeito um povo trabalhador e orgulhoso de seu país. Tem muita merda que turista não vê. Eu tentei estar com o povo e não apenas circular pelo lado bonita coisa. Sabendo por onde andar qualquer cidade do Brasil é primeiro mundo, aqui o negócio é um pouco diferente. Tem muita desigualdade e existe um preconceito imenso com novos estrangeiros. Eles se esquecem que um dia todos foram estrangeiros. Hoje, os latinos, chineses, os que vêm do leste europeu, sofrem com o estigma de serem eternamente colocados em subempregos. Raramente vemos um imigrante ocupar um lugar bom na sociedade. Talvez porque a América é a terra dos sonhos e das oportunidades. Talvez porque a chama da estátua da liberdade ainda seja um guia no firmamento de muitos. Não vou entrar no mérito do assunto que muitos deles, estão melhor aqui do que em seus países. Isso sem dúvida é verdade. Mas a que preço?
Quinta-feira, Agosto 20, 2009
Glimpse of San Francisco
Acordei no meio da noite com o som da escória sendo varrida lá fora. Estou no meio de um buraco onde um bando de viciado em pedra tenta se reabilitar, porém, quando voltam pras ruas caem logo no vício novamente. Então no meio da noite a polícia passa varrendo eles da rua para não espantar os turistas. Nem Deus sabe o que acontece com esses perdidos. Parece o som de um caminhão pesado, da janela não consigo ver nada. O quarto está quase escuro, com exceção do piloto azul da televisão. Luz suficiente para que eu sempre acorde achando que estou sendo abduzido por alguma porra de alienígena.
Acontece que essa porra de America só serviu pra comer porcaria. Fiquei meio puto com minha saúde que despencou alguns pontos por aqui. Por mais que você tente, os americanos não tendem ao saudável. Tentei jantar uma salada com frango hoje. Que é exatamente o que se imagina por uma Chicken Salad. Sem molho era uma lástima, com molho deve ser tão calórico como um hambúrguer. Sem falar que o frango veio frito. Preciso urgente entrar na linha.
Segunda-feira, Agosto 17, 2009
Entre Boston e San Francisco
Estou cruzando a América do Norte de costa a costa em um avião cheio de chineses e crianças birrentas. Nada contra os chinas, o problema é que os filhas da mãe trouxerem duas malas grandes para cada membro da família de sete. E enfim, as pessoas deviam aprender a despachar as malas, deve ter bastante espaço no compartimento de carga.
Lá se foi uma semana em Boston. A saudade aperta, sinto falta da minha garota e da minha casa. Acho que sinto mais falta ainda da casa que ainda está por vir. Meu canto, meu teto, minha mulher lá dentro. Fiquei literalmente no meio do nada durante essa semana. Em uma cidade chamada Acton. Quarenta minutos de Boston, suficientes para tornar o lugar chato, parado, e completamente sem vida.
Durante o treinamento minha cabeça ficava longe: hora na minha mulher, hora na minha futura casa, ou vezes em qualquer bobeira mesmo. Pouco fiz que realmente acrescentasse em algo. E mesmo assim passei com louvor na prova. Os caras lá não sabem de nada. Se tivesse medido meu esforço em aprender, eu estaria perto de zero. Enfim, o Phil é um cara bacana, durante muito tempo viveu de música, hoje vende segurança de computador, tem uma harvley e parece viver uma vida boa ali no meio do nada.
Uma das piores coisas de viajar de avião é dividir o apoio de braço. O chicano de merda sentado ao meu lado, faz questão de botar o braço lá e tirar o meu. Se as leis fossem mais favoráveis eu dava um tiro na cara dele.
Ao chegar em Frisco quero ver se começo alguns hábitos mais saudáveis. Quero fazer um pouco de exercício, uma caminhada é um bom começo. E quem sabe comer mais vegetais e coisas do tipo. Ainda faltam três horas e essa lata velha não para de sacudir. O idiota ocupa o apoio de braço e eu realmente quero voltar pra casa e para a minha garota. Vou tentar dormir um pouco.

