terça-feira, janeiro 05, 2010

A Trilha



Óbvio. Casal em lua de mel, Havaí, pessoas descoladas, um aviso de que o lugar não seguro, e obviamente os protagonista ignoram o aviso e vão em frente.

O filme não consegue criar aquela tensão que existe em suspenses, porém, também não chega a ser desinteressante de todo. Até o final do filme. Ali o diretor deve ter achado que seria bacana apagar tudo que tinha sido dito até então e mudar a história de oito para oitenta.

Divertido, até que é um pouco, não é nada crível. É apenas um filme de suspense, um ou dois sustos, e nada de memorável. Passa tempo pra se comer com pipoca.

Se não falei muito da estória é porque não tem muito para ser dito mesmo. Só valeu mesmo pelas lindas paisagens das ilhas americanas. Muito verde, praias perfeitas, cachoeiras paradisíacas e tudo mais que se pode esperar do Havaí. Trama fraca.

Nota: 3

domingo, janeiro 03, 2010

Abraços Partidos e Ervas Daninhas

Primeira sessão cinéfila do ano. Percebi que ano passado fui bastante ao cinema, assisti muita coisa e perdi rastro completamente. Este ano quero fazer diferente, quero saber o que eu assisti, o porquê eu gostei ou não e posso fazer isso compartilhando aqui no blog que já estava mais pra lá do que pra cá.



Comecei o ano com Abraços Partidos. Assistindo pela segunda vez, o filme cresceu mais ainda. Pra mim desde já um dos maiores da década. Cinema como não se fazia há muito tempo. Tem suspense, tem uma atmosfera, têm cores, vida, personagens. A verdade é que tem mistério. Como em o Matador lá do início da carreira do diretor.

O personagem principal é muito bom. Um ex-diretor de cinema que largou a profissão depois de ficar cego. É interessante como toda a história da personagem vai se desenrolando durante o filme. O filme se passa em dois planos distintos. Um atual com nosso protagonista cego e outro quatorze anos atrás com a história aparentemente desconexa de Lena, uma jovem vivida por Penélope Cruz, que sofria com um pai com câncer e uma dupla vida de prostituta.

Aos poucos essas duas histórias vão se amarrando, tudo mantendo sempre um detalhe oculto, nunca estamos com a história em mãos. O diretor literalmente brinca com seu público e conduz como bem quer por trama trágica e bela. Um clássico desde já.

Nota: 9



Em seguida, pude conferir Ervas Daninhas, o qual não consegui ingressos na mostra de cinema porém nem tive que esperar tanto assim. Admito desde já que devo muito a este considerado gigante do cinema Francês.

O que logo de cara me chamou a atenção foi a beleza das imagens. Desde as cores saltadas do Cinema iluminado por néon, até os campos franceses, tudo no filme tem uma beleza única. Acho que indo um pouco além, Alain busca nos mostrar que o despojamento e a simplicidade que o cinema francês introduziu ainda funcionam e ainda podem ser argumento para um ótimo filme.

O filme até que demorou pra me fisgar, ao mesmo tempo em que em nenhum momento me fez querer desistir. Ficou ali nesse meio termo, cansativo, porém atraente. Talvez o que fisgue sem chamar a atenção seja o narrador que nos conta a história de maneira bem informal. Esse despojamento singelo, só os franceses conseguem. Muito bom.

Engraçado é como a trama é simples. Uma mulher tem a carteira roubada. Um senhor encontra a carteira no chão. Ambos entram um turbilhão incrível a partir deste fato banal. No começo, praticamente nada acontece. Temos uma brincadeira de postergar a ação ao máximo.

Talvez uma das coisas mais incríveis foi a jovialidade. É difícil dizer que o filme foi dirigido por um cara com mais de oito décadas de vida. Chega a ser ousado até para os diretos mais jovens. Fácil de rejeitar. Mas quem aceita a brincadeira acaba por se divertir muito. Recomendado.

Nota: 8

2009 vi muitos filmes, muita coisa boa. Desde já dois clássicos absolutos de todos os tempos. Abraços Partidos e O Lutador. Pena que não registrei os filmes que vi. 2010 talvez esse blog volte a vida como uma vitrine do que vejo no cinema. Quem sabe?

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Acabou! Agora tenho vida novamente.

terça-feira, novembro 17, 2009

Remix da Lista da NME

1. Arcade Fire - "Funeral"
2. Radiohead - "In Rainbows"
3. PJ Harvey - "Stories From the City, Stories From the Sea"
4. The Strokes - "Is This It"
5. Blur - "Think Tank"
6. Arcade Fire - "Neon Bible"
7. Radiohead - "Kid A"
8. Queens Of The Stone Age - "Songs For The Deaf"
9. Arctic Monkeys - "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not"
10. The Libertines - "Up The Bracket"
11. Yeah Yeah Yeahs - "Fever To Tell"
12. Interpol - "Turn On The Bright Lights"
13. The Shins - "Wincing The Night Away"
14. The Streets - "A Grand Don't Come For Free"
15. The Coral - "The Coral"
16. Jay-Z - "The Blueprint"
17. The Rapture - "Echoes"
18. Amy Winehouse - "Back To Black"
19. Johnny Cash - "Man Comes Around"
20. At The Drive In - "Relationship Of Command"
21. Grandaddy - "The Sophtware Slump"
22. Babyshambles - "Down In Albion"
23. Ryan Adams - "Gold"
24. Vampire Weekend - "Vampire Weekend"
25. Wilco - "Yankee Hotel Foxtrot"

terça-feira, novembro 10, 2009

Juliet Naked

Juliet Naked. Um disco de um músico recluso. Imaginem o Salinger lançando um livro depois de anos e anos de reclusão em sua cabana nas montanhas? Ou imaginem que o Jeff Buckley não morreu, vive até hoje em uma pequena casa no leito do Rio Mississipi, e lança algum material do nada?

O imaginário de Hornby era puro declínio depois de Alta Fidelidade, a idade chegou e a energia se perdeu. Talvez ele tenha encontrado paz em meio as demônios e não precisava mais esvaziar a alma. Eu pedi a um amigo que escrevesse um blog. O cara detonou, foram alguns meses de textos de primeira. Ele se apaixonou e aquietou a alma. O blog? Puro lixo agora.

Hornby voltou em grande forma com esse novo livro. Livro? Do disco, do músico recluso, sobre o amor sem ser romântico, um quê de 500 dias com ela. Sobre o crescer e não achar sentido, não rumar em direção de algo. De envelhecer sem fazer memória de algo. De não viver um grande amor, ou de não achar um grande amor. De tantas outras coisas. O livro é foda. Essas frases desconexas dizem mais do que um texto estruturado.

Uma volta ao blog? A volta do Hornby a boa literatura?

E essas pessoas? Surpreendendo sempre da forma mais inusitada. Estou com uma azia de matar e quero falar de outras coisas. Quero falar sobre 500 dias com ela, quero falar sobre outros livros e mais música. Me cobrem, não quero perder esse espaço.

Tem alguém aqui?

Aqui......


Aqui....


Aqui..


Aqui.



Ainda quero escrever sobre:

500 Dias Com Ela (Foda)
Planeta Terra (Meia Boca)
The Band
Minha Banda
Juliet Naked
A Fantástica Vida Breve De Oscar Wao

Quem dúvida que escreverei de tudo?

terça-feira, outubro 13, 2009

Adventuraland (2009)

Nunca liguei para esse diretor Greg Mottola. Superbad passou longe da minha estante de filmes. Cheguei nesse Adventureland com expectativas de ser apenas uma comédia adolescente simples e pequena. E não é verdade que me surpreendi? O filme é um retrato mais do que convincente de como um grupo de jovens lida com os anseios desencontrados no final da década de 80. O resgate da época é memorável.

Tudo se passa em 1987. Um garoto, feliz pela graduação, acredita que vai viajar e cursar a melhor faculdade do país. Ledo engano, o pai acabou de perder o emprego e redução de gastos. O moleque se vê preso nos subúrbios.

No desenrolar da história: além de toda a nostalgia deliciosa de reviver esse período intenso de nossas vidas, diversos valores ganham destaque. É cada detalhe compondo a caracterização de época. O relacionamento entre o protagonista e seu par é convincente e de cara criamos relação com as personagens. É honesto, problemas dos jovens, conflito com os pais, relacionamentos frustrados e sonho destruído. Tudo sincero e bem feito.

Único ponto extremamente negativo. De onde tiraram essa Kristen Stewart, a menina é uma porta. Enquanto temos talentos como Ellen Page, e acabamos tendo que aturar uma atriz bem fraca num papel importante do filme. Reparem que a garota passa a mão nos cabelos em todas as cenas, é uma espécie de tique nervoso. Que a garota ache sua arte em outro lugar.

sexta-feira, setembro 25, 2009

Vai ser um puta show bacana.
A gente está tomando no cu para fazer esse som dar certo. Eu tava pensando em fazer esse show bêbado. Todos nós, beber umas antes, ouvindo Off The Wall do Michael. Até a hora de entrar no boteco sujo e tocar quase uma hora do que tentamos fazer de melhor. Acho que de qualquer forma vai ser foda.

A imagem tá uma merda. Vou arrumar uma melhor.

segunda-feira, setembro 21, 2009

Merda, muita merda. Queria não sonha com isso. Queria saber que não vai dar certo, mas no fundo eu não sei. Queria sumir esse gostinho da boca. Preciso urgente parar com essa merda toda. Que chutem meu rabo antes que eu sonhe demais com esse negócio de banda.
Ah, é foda, no band is that good anyway.
Não fala antes de saber, mas a verdade é, povinho burro, só gosta de obaobaê. E isso não é comigo.

Agenda lotada até 2010? E se eu tocar seu Chico? Tem espaço aí tio?

Imagina só: os quatro patetas descendo a Augusta, todo mundo indiferente. Olha a cara deles, o brilho idiota que antecede o fracasso. Os quatro voltando sozinhos pra casa. No meio de toda aquela gente tagarela. E olha ele de novo sem grana alguma. Todo fodido. O amor que temos pela banda é uma puta feia. Uma porra de uma cicatriz na mão. Ainda acreditamos em alguma coisa. Os quatro falando e andando sozinhos por aí. Acho que é falta de sossego pra ficar parado. Talvez melhor fosse ficar calados.

sexta-feira, setembro 18, 2009

se você pensa que pelas manhãs vou acordar e praticar uma caminhada, olhe antes minha cara de mau humor, e pense novamente. vou me afundar ainda mais na cama. tamanha a preguiça que me acompanha nesses dias. mas não pense que não vou queimar calorias, na cama, com minha garota, nenhum jogging supera.

será que é tão díficil assim fechar a boca?

eu juro que estou tentando. hoje acho que foi o melhor dia. espero que amanhã seja melhor ainda.

sentei durante horas com essa tela em branco na frente, esse tracinho preto piscando, e nenhuma palavra pulando na tela.

crise ou não, estou pensando em escrever um conto, sei lá, não sei se a minha coisa é ficar falando da minha vida.

uma coisa que eu fazia naturalmente bem quando criança era inventar histórias, completas, com trama, ritmo e tudo mais. e como tudo que temos de bom quando criança, foi podado. não pode fazer isso, não pode fazer aquilo. mas é questão de tempo, vou tentar.

sexta-feira, setembro 11, 2009

9 - 9 - 9 - Brincadeira dos Beatles

Fácil fácil isso muda em dez minutos.

1. Melhor disco: Revolver
2. Melhor música: “A Day in the Life”
3. Melhor música John: “A Day in the Life”
4. Melhor música Paul: “For No One”
5. Melhor música George: “Something”
6. Melhor música Ringo: “Don’t Pass Me By”
7. Melhor beatle: George
8. Melhor lado: O lado A do Revolver
9. Melhor capa: Abbey Road
10. Melhor cover: “You Really Got To Hold On Me”
11. Melhor cover da Motown: “You Really Got To Hold On Me”
12. Melhor cover deles por outros: “We Can Work It Out”, com o Stevie Wonder
13. Melhor cover deles pela Motown: “We Can Work It Out”, com o Stevie Wonder
14 Melhor filme: A Hard Day’s Night
15. Melhor bateria: “A Day in the Life”
16. Melhor baixo: “Something”
17. Melhor guitarra: “And Your Bird Can Sing”
18. Melhor vocal: “Oh! Darling”
19. Melhor cítara: “Within You Without You”
20. Melhor piano: “Sexy Sadie”
21. Melhor verso: “When I hold you in my arms, and I put my finger on your trigger”
22. Melhor disco solo: All Things Must Pass, do George
23. Melhor música solo: “Someplace Else”, do George

Parece que a brincadeira surgiu aqui: link

Já andei esse terminal inteiro umas três vezes. De ponta a ponta deve ter uns quinhentos metros. Já passei pela loja de revistas e pela cafeteria inúmeras vezes. Agora que me rendi ao tédio e sentei na cafeteria fiquei observando esse aeroporto imenso e como esse lugar é triste. Totalmente transitório, não guarda nenhuma peculiaridade.

Pedi um café sem gosto, mesmo odiando cafés, e pedi um cookie. Me fez lembrar os tempos lá nos Estados Unidos. Os aeroportos por lá são verdadeiros shoppings e nunca faltava o que fazer ou ver. Pelo menos dava pra se perder em livrarias imensas ou nas delis com os deliciosos baguels.

Não que sejam acolhedores, os aeroportos lá são tão impessoais quanto os daqui. Mas como tudo com o pessoal lá de cima, o dinheiro ameniza o sentimento de que seu tempo está sendo totalmente jogado fora.

O café acabou em três minutos e meio, e o biscoito não durou muito mais do que isso. Ainda me faltam três horas pro avião decolar. Tédio, tédio e tédio. A mensagem robótica sobre a gripe suína já virou um mantra.

Esqueci de citar que levei uma bronca danada por dormir feito um mendigo no banco do saguão. Estava uma delícia, apoiei a cabeça na pasta e a papelada e esse tijolo de notebook eram o mais perfeito dos travesseiros. Mas, nesse país, um trabalhador descansar não pode agora invadir a fazenda de roubar terras pode. É barbudo filha da puta, sua hora tá chegando.

I got my mind set on you! I got my mind set on you.

São quase 17h. Se o por do sol não cegasse meus olhos seria uma vista bonita.

quarta-feira, setembro 09, 2009

Hoje mandei muita gente à merda. Não cuspi na cara. Só desencanei de levar em consideração algumas pessoas. Tava andando quase parado na 9 de Julho e um motoqueiro trombou com o carro. Filhas da puta, ainda vão dominar as ruas. Algo como Mad Max, um futuro apocalíptico.

Eu odeio frescura, e essa porra de lugar tá cheia. Não chego a estar revoltado, mesmo porque nossa geração de merda não tem motivo pra se revoltar. Nascemos com a porra de um diploma no rabo e toda a luta já ganha por nossos pais.

Cartão de crédito, um demônio sem igual. Se não tomar cuidado ele te mata devagarinho. Eu tenho um puta medo. Assisti aquele a “A Onda”. O cinema tá melhorando. No ano já foram algumas pequenas joias.

O Lutador, Arraste-me Para o Inferno e A Onda são exemplos de filmes do caralho que passaram nas telas.

E as troianas? Quero ver do que se trata isso no teatro. Esse ano eu quase não fui ao teatro. Me afastei demais disso. Trauma, arrependimento, ou medo. Acho que o negócio é música mesmo. Mas o calendário de shows mundial é anda uma lástima. Queria mesmo ver o Neil Young, mas ele não deve vir não. Ou o Macca, quem sabe ano que vem?