Bom de volta do Peru. A viagem foi foda. Escapei por pouco do desabamento lá em Machu Pichu! Mas voltando a falar dos filmes que vi na viagem. Grande maioria nas longas viagens de ônibus, raras exceções no hotel quando não tinha o que fazer. Não farei grandes menções porque não teve nada de excepcional.
A Luta Pela Esperança (Cinderella Man) – Filme de 2005 dirigido pelo Ron Howard com o Russel Crowel no papel de um decadente lutador de boxe em plena crise de 29 nos EUA. Não é de todo ruim. É fraco, mas prende e tem excelentes cenas de boxe. Mas para um gênero que já teve Ragging Bull e Rocky, é apenas uma diversão de luxo. Nota: 6,5
Em Busca Da Felicidade (Pursuit Of Happiness) – De 2006, com o Will Smith em um papel bem mais sério do que costuma fazer. Surpresa para a atuação de seu filho, que não faz feio não. Mas no geral um grande melodrama cheio de clichês. Velha história de superação. Só valeu por mostrar a rua onde fiquei hospedado em Frisco. Nota: 5,5
Shrek – Pois é, repetição da boa animação que resgatou o gênero anos atrás. O bom e velho conto de fadas do ogro que salva a princesa das garras do dragão. Adversidades impendem que fiquem juntos, e o final, como sempre, viveram felizes para sempre. Clichê em seu estado fino de arte. (Se o tempo permitir farei um texto mais caprichado deste). Nota: 8,5
Controle Absoluto (Eagle Eye) – Thriller genérico de ação que quiçá salvam os efeitos especiais. Super computador com inteligência artificial articula um grande golpe terrorista aos Estados Unidos e cabe a duas inocentes pessoas salvarem o tio sam. Até tenta esconder um pouco a trama e criar certo suspense, mas o desfecho óbvio e as atuações fracas não convencem. Nota: 4
Batman – Sim o primeiro, original e único. Esse com certeza me esforçarei para dedicar um texto digno da obra. É um clássico. É gótico, é soturno, até hoje o velho Jack é a melhor encarnação do Coringa (Sim, os fãs do Heath que me perdoem). Enfim um filme de herói de quadrinhos como deve ser. Nota 9
Esse começo de ano promete. Tem muita coisa no cinema que eu gostaria de ver. Provável que não consiga ver tudo. A lista é:
Plastic City
Onde Vivem Os Monstros
Amor Sem Escalas
Vício Frenético
Fora a oportunidade de ver Rastros de Ódio e Vinhas da Ira no Centro Cultural.
terça-feira, janeiro 26, 2010
De volta
quarta-feira, julho 01, 2009
Em janeiro agora eu e a Fer fizemos uma viagem pela Argentina e Chile. Muito ainda está colado na memória, e eu sempre me prometi escrever algo mais detalhado sobre a viagem. Pena que muito do que tenho prometido para o blog esteja indo para no limbo. Porém, é quase impossível, todos os dias me vem cenas dessa viagem foda. Desses deliciosos 26 dias a esmo, perdidos ao sul de nosso continente. Não quero botar ordem, começar do começo e terminar no fim, quero brincar com as lembranças.
A idéia veio no meio de 2008, planos, roteiros, pesquisa de preço, desejos e por fim escorregamos para o Sul. Por um acaso financeiro, qualquer fosse a viagem seria mais barata indo para Buenos Aires, e de lá dar o rumo desejado. A Fer já conhecia a capital portenha, eu não, então resolvemos resumir em alguns dias e depois partir para o vazio do interior argentino.
A capital argentina tem seu charme, é impossível esquecer nossa primeira refeição, um bife ancho com papas fritas genial. Foi de lamber os lábios, em plena avenida nove julho, próximo ao albergue milhouse, até hoje sinto vontade de voltar lá e repetir a dose. Mas dando um pequeno passo atrás, vale lembrar o quanto de grana você perder se não for esperto no aeroporto. De taxi ou ônibus especial sai quase cem pesos. O segredo é caminhar um pouquinho, ali próximo da agência grande do banco nação, e esperar o circular da cidade. Pouco mais de três pesos e uma hora e meia depois você desce no centro de Buenos Aires, mais demorado, porém os valores são descabíveis de comparação.
Ficamos em um hotelzinho ali no centro mesmo. El Argentino engraçado, ele parecia congelado no tempo, tudo tinha um ar do passado, era aconchegante, ali no coração de Buenos Aires, passeamos, rodamos tudo que tem que de especial, não sei exatamente o porque, mas a cidade estava completamente deserta, digna de um filme de catástrofe. Tivemos momentos lindos, e outros tristes, foi um momento gostoso, sentir o vento na cara do que estava por vir.
A verdade é que nosso roteiro foi totalmente feito no improviso. Tínhamos um plano claro de rumar ao sul, as passagens estavam caras demais, então fomos rumo a Santiago. Nas primeiras noite sofri, no ônibus passei um frio de travar os dentes. A nossa primeira parada era Córdoba, e foi um turismo bem fast food, chegamos pela manhã e partimos pela noite. A cidade é linda, e lembro claramente que tem um meio fio mais alto do que o normal, em um dia inteiro batendo perna, isso faz uma diferença absurda. A cidade tem um charme meio esquecido, do tipo uma roda gigante abandonada, fazia um calor de derreter o cérebro. Dali o próximo destino seria Mendonça. E depois Chile. Muito aconteceu... viajar é foda, escrevi tudo isso só pelo gostinho de relembrar e para deitar a cabeça e quem sabe sonhar com uma próxima...
